22.8.05

Pobres homens

Juro que não sei se é para rir ou chorar, ou apenas contemplar. Estou falando das mulheres. Esses seres absolutamente angelicais – e demoníacos quando querem – sem as quais, nós pobres homens, pobre mortais e heterossexuais, não podemos viver. E "pobres" agora toma um sentido muito mais amplo, muito mais original, no sentido epistemológico da palavra. É que, ou eu estou tendo uma visão completamente deturpada do mundo – e nesse caso me falem, pois procurarei tratamento – ou elas simplesmente desistiram de tudo pelo qual lutaram desde a vida toda, ou pelo menos parte dela: igualdade perante os homens. Corro o risco de perder todas as minhas leitoras, mas ainda sim vou dar prosseguimento a minha linha de raciocínio.

O que vejo hoje é a mais absoluta infelicidade entre as mulheres que conseguiram ascensão profissional na vida. Elas se tornaram – salvo exceções – pessoas amarguradas por não poderem dar toda atenção aos filhos, estressadas com o dia-a-dia profissional e cada vez mais sujeitas a ataques do coração, coisa que não existia entre as nossas princesas de duas décadas atrás. Muitas deixam o casamento em segundo plano para se dedicar à vida profissional. O resultado é a criação de solteiras de 30 a 40 anos, buscando a felicidade na profissão. O lugar mais difícil de achá-la.

De forma alguma quero que esse pareça um texto machista, mas hoje vejo um movimento contrário entre as seguidoras de Vênus, ou Afrodite, como preferem alguns. As mulheres mais maduras estão querendo voltar para casa, cuidar do lar e dos filhos. Preferem deixar nas mãos do marido a responsabilidade por garantir o pão e o circo nosso de cada dia – e ainda por cima um motelzinho no fim de semana. Se há essa chance de elas largarem o emprego e isso não representar queda brusca no padrão de vida, pode ter certeza que elas irão.

Por outro lado, as meninas mais jovens procuram homens amadurecidos, capazes de lhes dar suporte emocional e profissional e ainda por cima, que possam lhes levar para jantar em um restaurante caro uma vez por mês. Isso claro, quando resolvem namorar sério, já que quando o negócio é só "ficar", essa regra vale, mas num sentido um pouco diferente. Basta que o cara seja interessante, tenha um carro e espírito de juventude. Pedras são bem vindas das meninas que nunca pensaram assim. Lembre-se: ir a praia de ônibus com o ficante não é lá o programa dos seus sonhos é? Ao motel nem se fala.

O que quero dizer é, que se aquelas operárias têxteis lá daquela fábrica de Nova Iorque soubessem que o movimento ao qual dariam origem fosse terminar nisso, não teriam pego aquele bronzeado que provocou a morte de 130 delas. Hoje elas assumem cargos de diretoria, são maioria e mais bem sucedidas nos cargos de chefia, mandam nos homens dentro das empresas, têm todo os direitos pelos quais lutaram a vida toda. Mas querem por que querem uma vida mais tranqüila, a frente do lar. Afinal lidar com os filhos e o marido, na maior parte das vezes, é melhor do que se submeter às pressões da rotina corporativa-capitalista dos nossos dias.

Como toda regra, há exceções. Existem ainda mulheres que querem ser tão ou mais poderosas do que os homens. Embora elas mal saibam que sempre tiveram esse poder sobre nós sem precisar mover uma palha, ou melhor, bastando cruzar uma perna, acham que podem tê-lo e querem tê-lo. E podem sim, já provaram isso. Mas esse tipo de mulher está se acabando aos poucos. O Dia Internacional da Mulher vai ter outro sentido daqui há duas décadas – se já não o está tendo hoje. E a responsabilidade financeira voltará para nós homens, pobre homens, que vamos ficar cada vez mais pobrezinhos, mas com o orgulho restabelecido de poder sustentar o lar.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Engraçado, esse assunto foi a capa do Correio Braziliense de domingo (sim, eu estava lá, na terra das malas). Outro enfoque, claro, mas a busca por esse retorno. O que fica claro pra mim é: ninguém (homem ou mulher) prefere estresse e competição. Se pudéssemos, ninguém escolheria isso pra rotina de vida, é óbvio. Mas, alguns se sujeitam (pressão, cultura, ambição), outros suportam e alguns negam. Veja bem, não estou fazendo de gêneros, mas de pessoas. E qto a ir ao motel ou à praia de ônibus, sim, eu prefiro ir com o meu carro, mas se não der, paciência, o destino é tão mais importante q a viagem.... ;-) Bjs e saudade de vc.

segunda-feira, agosto 22, 2005 11:35:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Já recebi um email, infocando uma mulher que reclamava "das mulheres" que pediram direitos iguais hehehe.
O problema, no meu ponto de vista (trabalhadora e do lar) é a carga de tarefas. Eu trabalho todos os dias, chego em casa e vou trabalhar mais até as 22 horas no mínimo, lavando louça, roupa, fazendo comida, cuidando da casa. Realmente eu me encaixo no perfil que prefere deixar na mão do marido a parte de trazer o pão nosso de cada dia. Podem me criticar por este pensamento, mas se vocês repararem os dieritos não são iguais nem mesmo entre homens imagine entre homens e mulheres.
Sempre há diferença mesmo nos mesmos cargos, tratamento e etc.

terça-feira, agosto 23, 2005 12:03:00 PM  

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