27.4.05

Passagens

As passagens bíblicas que me fizeram tecer as considerações sobre os irmãos de Jesus segue abaixo. Mas lendo-a bem, ela admite pelo menos duas interpretações. Vamos a elas:

Mateus capítulo 12
E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. 12:46
E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. 12:47
Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?
12:48
E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; 12:49
Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe. 12:50

Mateus capítulo 13
E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? 13:54
Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? 13:55
E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? 13:56
E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. 13:57
E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles. 13:58

Bem, lendo primeiro o capítulo 13, vemos inclusive que são ditos os nomes dos irmãos de Jesus, seguido logo do nome da mãe. Então acaba passando a sensação de que é a família propriamente dita de Jesus que está sendo relatada no trecho.

No entanto, há argumentos que os irmãos de Jesus eram todos os que o seguiam, apóstolos ou discípulos. E repare nos nomes que são os mesmos dos apóstolos com exeção de um: José. Veja bem, Tiago, Simão (que é Pedro) e Judas (o Iscariotes). E o José? Segundo estudiosos é José de Arimatéia, um dos discípulos de Jesus, mas que passa a maior parte do tempo oculto por medo dos Judeus. A argumentação toda é corroborada pelo versículo 50, do capítulo 12.

A discussão continua. Dêem colaborações.

Contribuições

De Cláudia Costa, colega de redação vem contribuição importante para a discussão inciada no primeiro post.

"Concordo em muitos pontos considerados pelo amigo Beto, principalmente em alguns engodos que a Igreja Católica tenta nos empurrar goela abaixo. Entre tantos, o que vem me incomodando mais recente é a desvalorização da figura de Maria Madalena na vida de Jesus, vendida por um papa se não me engano em 1503 ou 04. Na tentativa de reduzir o papel feminino na vida católica, este papa teria "vendido", de propóstio a idéia de que Madalena teria sido prostituta. Alguns teólogos garantem q não há na bíblia referência de Madalena era prostituta. O azar dela, que acabou tendo uma proximidade maior com Jesus do que muitos dos apóstolos (lembrando que na crucificação, além de Maria e de João, Madalena foi a única a estar com Cristo até o fim de seu sofrimento)foi ter sua história contada na Bíblia logo após a história de uma prostituta. Além disso, naquela época, quando se dizia que uma pessoa estava possuída por demônios, significava que a pessoa tinha doenças que não se conhecia naquele tempo e não porque era mulher da vida ou coisa e tal.

Entretanto, tenho algumas dúvidas sobre os questionamentos colcoados pelo amigo Beto. Não sei se concordo com a posição de alguns que confirmam q Jesus teria tido irmãos ou até filhos mas, acho q quando na Bíblia se fala sobre os irmãos de Jesus, acho q, por considerar Maria mãe de todos os filhos, mãe de Deus, no fim das contas, discípulos, apóstolos, galileus, hebreus eram todos irmãos, já que Deus era o Pai, Jesus era o Filho e Maria a mãe de todos. Entendem a matemática. Até que me provem ao contrário, pelo menos em alguma citação da Bíblia, continua apostando nisso."

26.4.05

Pais e filhos

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre e, ás vezes, com alardeada arrogância, mas não crescem todos os dias de igual maneira, crescem de repente. Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde é que andou crescendo aquele danadinho que você não percebeu? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do Maternal? A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos, entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros. Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, pesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das honras e eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros principalmente com os erros que esperamos que não repitam. Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos, não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas, passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô, saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais a cama deles ao anoitecer para ouvir sua lama respirando conversas e confidências entres os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não os levamos suficientemente ao parque, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado, eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amigos; sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados. Os pais ficaram exilados dos filhos, tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas “pestes”. Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a agente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade, e que a conquistem do modo mais completo possível. O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco, por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontável carinho, os netos não a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais antes que eles cresçam.
“Aprendemos a ser filhos depois que somos pais...e só aprendemos a ser pais depois que somos avós”
Texto de Affonso Romano Sant´Anna.

25.4.05

Engodos e lendas

Recebo um texto de uma amiga, dissertando sobre a real história do surgimento dos Papas da Igreja Católica Romana. Um trecho em especial me chama a atenção: "A tradição diz que os papas da Igreja Católica Romana se sucederam ininterruptamente desde São Pedro, o primeiro bispo de Roma, que recebeu de Jesus Cristo a missão de fundar a Igreja. A tradição, mas não a história, pois o Novo Testamento não indica que São Pedro tenha jamais ido a Roma, embora nele São Paulo relate os primeiros tempos dos cristãos em Roma"

Antes de darmos início a discussão, tomemos por base o seguinte. Toda a religião cristã, ou pelo menos, as sérias, têm como base de sua doutrina a Bíblia Sagrada, em seus dois testamentos. Não vou discutir aqui como foi criada a bíblia, pois essa não é a intenção, já que para crer no que está escrito nela é preciso fé e não sabedoria. Aí chego ao primeiro ponto: se na Bíblia não há menção sobre a presença do apóstolo Pedro em Roma, como dizem que ele foi o primeiro Papa? Há ainda no mesmo texto alguns pontos que merecem densa discussão, mas que ainda não é o foco do meu texto.

Hoje ouvimos muitas críticas às Igrejas Protestantes/Evangélicas. As críticas basicamente dizem respeito ao dinheiro – e a vida boa – que os pastores angariam para si, com as pregações show que promovem em seus cultos. E quando me refiro às igrejas evangélicas, tiro daí a Igreja Universal do Reino de Deus, um caso a parte no mundo cristão. Então fica no ar supostamente a senseção que os pastores enganam os fiéis, com técnicas de comunicação, entonação de voz, e outras inclusive que fazem pessoas desmaiarem o cair nos púpitos da vida.

Concordo que haja esse tipo de coisa e por isso não gosto de frequentar esses templos. Não por não acreditar em Deus, mas por achar que um discurso de um político em campanha perde de longe para a pregação dos pastores. O ponto onde quero chegar é que ninguém fala dos engodos que a Igreja Católicas nos jogou por goela abaixo ao longo da história.

Bem, vamos a eles: Maria não morreu virgem. Tá abismado? Em diversos textos do Novo Testamento há passagens que se referem a outros filhos dela com José. Então, concluiu rápido, Jesus tinha irmãos. Ohhhh!!!! A Bíblia condena adoração a imagens. E o que é que tem mais dentro de uma Igreja Católica? Fiés implorando por Nossa Senhora Aparecida (???), São Jorge, São Bento – aproveitando aí o nome do novo Papa – São Franscisco, e acho que até esquecem Jesus. Base da religão cristã.

Vamos agora ao Vaticano. Você sabia que eles têm um banco? É verdade, uma instituição financeira, como o Itaú e o Bank Boston. Você imagina quanto dinheiro rola por lá? Então não fale que os pastores estão cheios de dinheiro porque cardeais também estão, e mais, ele têm poder e influência em política, economia, etc.

Meu conhecimento sobre religiões cristãs me compelem a parar por aí. Alguém mais embasado daria um show nesse texto. Mas o que quis mostrar é que as religiões são feitas de homens. E não há homens sem falhas, erros ou pecados. Então, tenha mais fé no seu Deus, olhe para o prórpio umbigo, e não se prendam a instituições dominadas por homens. Tenha fé em Deus e em tudo que Ele representa para você.