22.11.05

O sentido da vida


Hoje vinha no metrô e nesses lugares sempre me vêm à cabeça pensamentos meio loucos. Olhando para as pessoas a minha volta comecei a refletir sobre o sentido da vida. Cada um daqueles rostos, uma incógnita. Possivelmente a maioria voltando para casa depois de um cansativo dia de trabalho, mas pra quê?

Fico pensando. Porque vamos e voltamos todos os dias de casa para o trabalho, do trabalho para casa? Pra ganhar dinheiro, dirá a leitora mais precipitada. E ganha-se dinheiro para ter algum conforto e dar conforto a quem a gente ama.

Pronto, cheguei na família. Todas aquelas faces, também possivelmente, estavam indo para casa, encontrar uma esposa, um filho, uma filha, um marido, um irmão, uma irmã, um namorado, uma namorada, um noivo, uma noiva. Eu especialmente estava indo cortar cabelo.

O fato é que vamos vivendo, trabalhando, dando conforto para quem amamos, esperando chegar o fim de semana pra tomar aquela cerveja gelada, pra jogar aquele futebol, pra dar uma boa namorada, ir ao cinema, praia, shopping, etc. E assim vamos levando a vida, no piloto automático. Vivendo um dia atrás do outro.

Penso que o sentido de viver é deixar um legado para os que aqui vão ficar quando morrermos. Senão, qual é a graça que tem, essa passagem média de 75 anos pela terra, e depois que a morte nos assombrar, cairmos no esquecimento, no limbo dos que viveram pra nada?

Claro, há os que acreditam na vida após a morte, mas isso não está em discussão. E sim, o que vamos fazer do tempo que passamos nesse planeta, nessa dimensão cósmica que torna possível nossa vida.

Chego ao final do texto sem uma idéia formada na cabeça. Pelo sim, pelo não, prefiro adotar a teoria de que temos que amar. Amar sempre. Amar a todos que estão a sua volta. Porque através de verdadeiro amor nunca se é esquecido. Amarmos nossos companheiros, nossos filhos, nossos netos, os netos de nossos netos. O amor vai se transmitindo de geração em geração e fica, acredito eu, pela eternidade.

Mas a pergunta continua. Qual o sentido da vida? Não sei. Quem souber, por favor, não deixe de me contar.