Aventuras de um jornalista com o Linux

Essas são as primeiras linhas desse blog escrita em software livre, a saber, Linux como sistema operacional e Open Office como editor de texto. É bem verdade que não é a primeira vez que uso o Open. Lá no trabalho, usei durante um bom tempo, enquanto tentou-se implantá-lo por lá. A resistência foi tamanha que hoje todos estão usando os programas da MS, diga-se de passagem, de longe os melhores.
Mesmo assim resolvi entrar nesse desafio de experimentar o Linux. Queria saber o que é esse tal Linux, tão falado por aí, cantado em prosa e verso aos quatro ventos. Nesse quarto dia de uso o que posso dizer é o seguinte. Sem sombra de dúvida os programas da Microsoft são os melhores. O Linux é muito estável, é verdade, mas isso ainda não posso avaliar com clareza, pois ainda uso uma pequena quantidade de programas aqui no sistema do pinguim.
Minha conclusão inicial é a seguinte: se você não tem escrúpulos e consegue colocar a cabeça no travesseiro sabendo que tem uma série de produtos piratas em seu computador – a começar pelo sistema operacional – não mude. Continue com seu Windows XP comprado ali na esquina da Rio Branco com a Almirante Barroso por simbólicos R$ 10.
Mas se você tem uma empresa e quer se manter legalizado – já que no ambiente corporativo o buraco é mais embaixo – esse é o programa para você. De fácil instalação – pelo menos na distribuição que eu usei, o Mandriva Linux – e com uma interface bem amigável, é fácil de usar e fácil de aprender. E o melhor, é de graça, ou quase de graça, dependendo da forma como você vai instalar o seu Linux. Você só vai precisar se livrar de alguns preconceitos adquiridos com os 15 anos de Windows em seu PC.
Para mim é uma satisfação saber que se num hipotético dia, a fiscalização apertar o consumidor residencial, não vou precisar gastar trocentos reais com a compra de uma licença para o uso do famoso e maravilhoso Windows. Minha saga deve continuar nos próximos dias, conforme eu for aprendendo e desaprendendo algumas coisas por aqui. A cada minuto, o Linux proporciona uma nova descoberta, pena que parece que está havendo mais minutos do que descobertas nestes últimos três dias.
